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segunda-feira, 13 de abril de 2009

Novo ENEM

NOVO ENEM Um novo Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) pode substituir os vestibulares das universidades federais a partir do próximo ano. Essa foi a proposta apresentada pelo Ministério da Educação à Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes). A idéia é que seja um meio-termo entre o Enem e o vestibular atual. “Nós queremos um exame que corrija as distorções do vestibular e do Enem. A forma do Enem perguntar é muito interessante, mas ele carece de conteúdos organizativos do ensino médio. O vestibular é fortemente conteudista, mas na maneira de perguntar distorce a realidade do ensino médio. Nós queremos ter um exame nacional que dê conta do conteúdo, mas de forma inteligente, que julgue a capacidade analítica dos estudantes e promova uma mudança na atuação em sala de aula do professor”, comparou Fernando Haddad. O Ministro da Educação tem como objetivo testar este novo modelo de seleção já na prova a ser aplicada este ano, para ingresso em 2010. “O vestibular nos moldes de hoje produz efeitos deletérios sobre o currículo do ensino médio, que está cada vez mais voltado para a decoreba”, esclareceu durante entrevista. O ministro conta ainda que os vestibulares atuais não se preocupam com a capacidade de análise crítica dos estudantes, mas somente com a memorização de conteúdos e fórmulas. Disse que o problema é o aluno decorar matérias e desconhecer o fenômeno que está por trás das questões nesses processos. Para o ministro, se a mudança não for feita logo, escolas de Ensino Médio vão continuar reproduzindo esses métodos de ensino. “Esse assunto é discutido há décadas e nós estamos maduros o suficiente para dar um passo adiante e rever os nossos processos seletivos que hoje padecem de problemas graves. Eles sinalizam mal como deveria ser o currículo do ensino médio”, afirmou Haddad. “O que nós podemos fazer é racionalizar e oferecer um instrumento novo e eficiente, tanto do ponto de vista da previsão do desempenho acadêmico dos ingressantes, como da organização curricular do ensino médio”, salientou o ministro. Para o ministro da Educação, a prova deverá ser mais voltada para a investigação e não para a memorização, para avaliar a capacidade analítica e o raciocínio do aluno, diferente dos vestibulares atuais. O princípio que Haddad pretende adotar prevê uma prova que analise competências e habilidades, e não só conteúdos, como o atual vestibular. “Hoje, é muito traumática a passagem da educação básica para a educação superior. Se não revermos essa transição, não alcançaremos o padrão de qualidade na educação que queremos”, concluiu Haddad. Pelo projeto do ministro a proposta é combinar as virtudes do vestibular clássico pela abrangência de conteúdo, com os modelos de questões do atual Enem. O novo modelo de processo seletivo unificado será por adesão e poderão participar tanto instituições públicas quanto privadas e afirma que “O MEC está tecnicamente preparado para isso”. http://www.vestibular1.com.br/enem/novo_enem.htm O QUE MUDA COM O NOVO ENEM O estudante fará, em qualquer Estado, exame do Novo Enem com validade no território nacional e escolheria curso e instituição segundo a nota obtida por ele. O atual formato do Enem é considerado pouco abrangente quando comparado à seleção feita pelas federais, assim o Novo Enem seria uma primeira etapa dos vestibulares. Uma segunda fase mais abrangente seria de responsabilidade da própria instituição. As instituições de ensino superior particulares também poderiam aderir ao Novo Enem em substituição ao atual vestibular. A adesão ao vestibular nacional dependerá de cada universidade, que tem autonomia para decidir de que forma poderá incorporar a prova em seu processo seletivo. Hoje cada universidade realiza seu processo seletivo com provas e datas diferentes. A prova valeria para todo o País. O estudante poderia fazer o teste em qualquer Estado e se candidatar às diferentes universidades federais do Brasil. O presidente do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), que é responsável pela elaboração do Enem, ressaltou que a prova será dividida em quatro eixos: linguagens e códigos, matemática, ciências naturais e ciências humanas, e que o ministério tem capacidade técnica e logística para elaborar e aplicar o exame em todo país. O aluno fará a prova geral e, com o resultado, poderá decidir o curso que prefere. Ele não precisaria optar por um curso ao se inscrever, ou seja, tem a opção de escolha posterior pela pontuação obtida na prova. As questões seriam de múltipla escolha e a prova contaria também com uma redação. Alguns cursos poderiam ter uma segunda fase, com uma avaliação de habilidades específicas da profissão escolhida pelo candidato. A segunda etapa seria mais voltada para áreas específicas, com perguntas que julguem a capacidade analítica dos estudantes. Vantagens do novo ENEM Além de criar novas regras, o ministro da Educação pretende criar um vestibular unificado nacional, ou Novo Enem, com isso, os estudantes poderiam se candidatar a todas as universidades que aderirem à proposta. Como ponto positivo do projeto, é o fato de que o aluno não precisaria fazer vários vestibulares, mas apenas um que teria validade nacional. Ou seja, o estudante fará, em qualquer Estado, exame do Enem com validade nacional e escolheria curso e instituição segundo a nota obtida. Há 10 anos, no início da aplicação do Enem, quatro instituições utilizavam a prova do Ministério da Educação (MEC) como critério de seleção, hoje são mais de 500 instituições de ensino superior que aderiram o Enem como alternativa ou complemento do tradicional vestibular. Segundo o ministro, os benefícios da nova avaliação, vão além da eficiência do processo seletivo de ingresso nas universidades. A prova vai permitir uma organização do currículo do ensino médio, a desoneração do aluno de ter que fazer várias provas de vestibular e a avaliação do desenvolvimento, tanto das instituições de ensino médio quanto das de ensino superior, já que a prova vai ser comparável ao longo do tempo. O projeto do MEC prevê que o aluno faça a prova e escolha o curso e a instituição onde deseja estudar, de acordo com a nota obtida. A proposta é semelhante à forma de seleção do Programa Universidade para Todos (ProUni), em que o aluno escolhe o curso e a instituição, com base na nota do atual Enem, devendo obter o mínimo de 45 pontos. Atualmente, o Enem é utilizado como parte da seleção por algumas universidades públicas e particulares. O Mec quer usar o resultado do Enem na primeira etapa da seleção dos estudantes para as universidades federais. Assim os estudantes que vão disputar vagas em universidades federais do País podem ser submetidos a um novo processo seletivo ou vestibular unificado a partir do ano que vem. A segunda fase será voltada para áreas específicas, com perguntas que julguem a capacidade analítica dos estudantes. A nota obtida na maior avaliação nacional do Ensino Médio já é aceita por inúmeras universidades e centros universitários por todo Brasil, como alternativa ao vestibular, que destina porcentagens das vagas para estudantes que obtiveram as notas mais altas no exame. Há também reserva vagas em determinados cursos para estudantes que tiverem o melhor desempenho no Enem. O Novo Enem deverá incluir, questões dissertativas e objetivas, além de questões específicas para a área pretendida pelo candidato na segunda etapa da seleção. Outra mudança será que a prova terá validade em todo o território brasileiro, abordando mais disciplinas e contendo um maior número de questões que o atual Enem apresenta, (63 questões de múltipla escolha). O ministro da Educação criticou a postura das universidades que são contrarias ao Enem. “Acho que alguns reitores temem que o Enem por si só esvazie alguns conteúdos (a prova tem apenas 60 questões objetivas e uma redação), mas podemos combinar as tecnologias de outras avaliações feitas pelo MEC", afirmou Fernando Haddad. Ainda de acordo com o ministro, a mudança refletirá positivamente na qualidade do ensino médio como um todo. “Se nós não alterarmos isso, sinalizando para o ensino médio que queremos outro tipo de formação, mais voltada para a solução de problemas, vamos continuar reproduzindo conhecimento que não ajuda o Brasil a se desenvolver”, concluiu. http://www.vestibular1.com.br/enem/vantagens_novo_enem.htm MEC propõe que Enem substitua vestibular de 55 universidades federaisProva deve ter 200 questões e ser realizada em dois dias.Exame também substituiria o Enade para os ingressantes.Do G1, em Brasília Para universidades, troca do vestibular pelo Enem deve ser discutida MEC quer substituir vestibular de federais por novo Enem -------------------------------------------------------------------------------- O Ministério da Educação anunciou nesta terça-feira (31) uma nova proposta para o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), que substituiria o vestibular das 55 universidades federais e de instituições estaduais que adotarem a medida. Segundo o ministro Fernando Haddad, o exame teria 200 questões de múltipla escolha e uma redação e seria aplicado em dois dias. Atualmente, o Enem tem 63 questões e uma redação. No novo formato, as questões seriam divididas em quatro grupos: linguagens (incluindo português, inglês e a redação), matemática, ciências humanas e ciências da natureza. No entanto, como a maior parte das universidades aplica vestibular duas vezes por ano, não se descarta a possibilidade de o Enem ser aplicado mais de uma vez no ano. De acordo com o presidente do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), Reynaldo Fernandes, os critérios do exame ainda serão discutidos. Ele, no entanto, adianta que o resultado obtido pelo estudante em um exame continuará válido mesmo após a aplicação de outro Enem. “Ele só vai refazer [o Enem] para aumentar a pontuação”, explicou. Fernandes acrescentou que o modelo será usado como uma espécie de “pesca” por parte do estudante, que poderá escolher a universidade onde deseja estudar, de acordo com a nota que obtiver na prova. Para o ministro Haddad, o novo formato do Enem permitirá maior mobilidade dos alunos entre as unidades da Federação. Segundo ele, apenas 0,04% dos estudantes matriculados no primeiro ano do ensino superior têm origem em estado diferente da unidade da federação onde estudam. “Nos Estados Unidos, 20% dos alunos são oriundos de estados diferentes de onde cursam a universidade”, comparou. Uma nota técnica com a proposta foi enviada na noite de segunda-feira (30) para análise da Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes). A ideia é unificar o acesso às vagas em universidades federais e estaduais, mas, como têm autonomia, as instituições podem aderir ou não ao novo Enem. Segundo o ministro, o presidente da Andifes, Amaro Lins, disse que pretende fazer uma reunião com os reitores, provavelmente na semana que vem, para debater o assunto. "A ideia é superar o vestibular tradicional e que as universidades participem também do processo de realização do Enem. Já temos alguns conteúdos que consideramos necessários para serem cobrados, mas a discussão com as universidades será aberta", disse o ministro. Haddad, porém, destacou que o Enem não impede a realização de outras etapas de um processo seletivo para ingresso na universidade. Ou seja, o Enem poderia servir como uma primeira fase do vestibular e as universidades teriam a possibilidade de instituir uma segunda fase do processo seletivo por contra própria. Haddad disse ainda que o novo Enem poderia acabar com a sobreposição de avaliações. "Acabaríamos com o Enade [exame do governo federal para avaliar o aluno do ensino superior] para os ingressantes nas universidades e também o Encceja do ensino médio [exame do governo federal para os cursos de jovens e adultos]", disse o ministro, lembrando que o MEC tem condições de implementar a medida ainda este ano, caso tenha o aval das universidades. O ministro explicou que o objetivo da unificação do vestibular é reestruturar os currículos do ensino médio em todo o país, que, atualmente, costumam ser focados no vestibular das universidades em cada estado. Ele defendeu que a mudança criará “um novo conceito de ensino” no país, deixando de favorecer os candidatos de maior poder aquisitivo, “capazes de diversificar suas opções na disputa por uma das vagas oferecidas”.

Um comentário:

mayane disse...

interessante a clareza.
Bom,só me resta uma dúvida!
Os alunos que estiverer com boa pontuação,precisará escreve-se no pro-uni pra cursar a federal???