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quarta-feira, 11 de julho de 2012

Cartaz da CF 2013 é apresentado na Expocatólica


00Cartaz1Foi apresentado na noite de sexta-feira, 6 de julho, na ExpoCatólica, em São Paulo, o Cartaz da Campanha da Fraternidade 2013, que tem como tema “Fraternidade e Juventude”, e lema: “Eis-me aqui, envia-me!” (Is 6,8). Realizada no auditório Cantareira, do Expo Center Norte, a cerimônia contou com a presença de bispos, autoridades civis, sacerdotes, religiosos, jornalistas e empresários.
cartazcf2013
Para o arcebispo de São Paulo, Cardeal dom Odilo Pedro Scherer, o cartaz faz um apelo ao jovem para um maior envolvimento na CF 2013 e na preparação da Jornada Mundial da Juventude Rio2013. "O cartaz coloca em evidência a jovialidade e a alegria. Existem muitos problemas no mundo, mas os jovens olham para frente. E eles têm o direito de olhar com esperança para o futuro. Eu acredito que a Campanha da Fraternidade será uma grande contribuição para que os jovens recebam uma resposta aos seus sonhos" disse o Cardeal.
Segundo o Presidente da Comissão Episcopal Pastoral para a Juventude da CNBB, dom Eduardo Pinheiro da Silva, o tema da CF 2013 reforça a opção da Igreja pela juventude."Tendo como referência a cruz de Jesus Cristo, o cartaz traz, em primeiro plano, uma jovem que demonstra alegria em resp0nder ao chamado que Deus lhe faz. A Igreja acredita nessa disponibilidade da juventude, nessa resposta do jovem que encontra na sua comunidade a abertura, a provocação e a oportunidade para um serviço à Igreja e à sociedade", disse Dom Eduardo.
O diretor geral das Edições CNBB, Padre Valdeir Goulart disse que o lançamento oficial será realizado em agosto, em Brasília, junto com o texto base e os subsídios. "Como o cartaz já estava pronto, porque os bispos o escolheram no mês passado, decidimos apresentar na ExpoCatólica, especialmente aos meios de comunicação e aos empresários", disse o sacerdote.
A Feira se encerra domingo, dia 8. Vários estandes apresentarão suas empresas e produtos no segmento religioso, no ExpoCenter Norte.
A JMJ Rio2013 também está presente no evento, com as novidades para 27ª Jornada Mundial da Juventude. Durante o evento, foram apresentados detalhes da feira em 2013 - que será no Rio de Janeiro, dias antes da JMJ - palco da realização do “Bote Fé Brasil”, evento oficial na JMJ Rio 2013. O “Bote Fé” é realizado pela CNBB todos os meses nas dioceses por onde passam os Símbolos da JMJ, a Cruz Peregrina e o Ícone de Nossa Senhora.
Em 2013, os dois eventos juntos, a ExpoCatólica Rio e Bote Fé Brasil ocuparão 200 mil m² do Centro de Exposições Riocentro, tendo início dentro da programação oficial da Semana Missionária e se estendendo para os dias da Jornada.

quarta-feira, 4 de julho de 2012

Devoção a Maria Santíssima


Um dos pontos mais salientes da Religião católica é a devoção à Santíssima Virgem, aos anjos e aos santos. Por isso julgamos de muita utilidade tratar dessas devoções nesta seção.

“Devemos ter uma devoção toda particular a Maria Santíssima porque:
1. Ela é a Mãe de Deus e também nossa mãe;
2. Ela supera em graças e santidade a todos os anjos e santos;
3. Ela, por sua intercessão, possui o maior valimento diante de Deus.
Ela mesma disse: “Eis que, de agora em diante, me chamarão bem-aventurada todas as gerações, porque me fez grandes coisas Aquele que é poderoso, e santo é seu Nome” (Lc 1, 48-49).
O melhor exemplo de culto a Maria Santíssima nos dão os santos, sobretudo a Santa Igreja e, em certo sentido, a própria Santíssima Trindade.
Maria Santíssima é, depois de Jesus Cristo, o mais sublime modelo de todas as virtudes: piedade, pureza, humildade, paciência, fortaleza e sobretudo de ardente amor a Deus e ao próximo. Jesus, morrendo na cruz, nos legou sua Mãe por nossa mãe: “Filho, eis aí tua mãe. Mãe, eis aí teu filho”.
“Um servo de Maria não se perde” (São Bernardo).
Nunca se ouviu dizer que tivesse alguém recorrido a Maria Santíssima, que não houvesse sido atendido.
Uma genuína e sólida devoção a Maria Santíssima é um sinal evidente de predestinação à bem-aventurança eterna.
A verdadeira devoção a Nossa Senhora consiste:
1. em amá-la com ternura filial;
2. em louvá-la com fervor;
3. em invocá-la com confiança;
4. e imitá-la com diligência e perseverança.
Em seu louvor, rezemos pontualmente as “Ave-Marias” ou “Anjo do Senhor”, o terço; e com especial preparação, devoção e entusiasmo, celebremos suas festividades.
De todas as formas de devoção, a que mais agrada a Maria Santíssima é por certo a fiel imitação de suas virtudes. Pela imitação de Maria é que também se conhece ser genuína, e não mero sentimentalismo, a devoção para com Ela.
Segundo S. Luís Maria Grignion de Montfort, exerce a verdadeira devoção a Maria Santíssima quem todas as coisas faz:
a) em Maria, isto é, no espírito e nas disposições que a animavam;
b) com Maria, isto é, com seu auxílio, que ele sempre está invocando;
c) para Maria, isto é, para que Ela de tudo disponha livremente; confiante ele depõe em suas mãos todas as suas obras, merecimentos e sua própria pessoa, a fim de que Ela de tudo isso disponha à vontade para a maior glória de Deus e salvação das almas;
d) Por Maria, isto é, por sua mediação; por sua poderosa intercessão ele pede a Deus todas as graças, e pela mão desta amorosa Mãe ele se encaminha a Deus”.(*)

O que é Devoção a Maria


Sempre falamos de devoção em nossa vida, até mesmo afirmamos dizendo que somos devotos. Enfim o que é devoção?
Devoção significa dedicação total ao serviço de Deus. É o ato interior da vontade que se entrega a Deus por generosidade e fervor. A devoção leva a realizar atos, mas é, em primeiro lugar, interior, no íntimo de cada um.

Fundamentada sobre a fé, tem a sua fonte inspiradora na caridade e pode, por vezes, identificar-se com ela. São Tomás nos diz que o ato principal da virtude de religião, de prontidão e disponibilidade da vontade para servir a Deus pelo ato de oferta da vida e de gestos como uma oferenda desta mesma vontade. Ele ainda nos diz que a devoção é dom de Deus, mas também obra do homem, convidado especialmente pela oração, à meditação, à contemplação, que despertam amor e engendram a devoção. Esta deve ser a marca de toda a nossa vida, e constantemente, mas inunda-a de alegria interior, a satisfação de realizar tal ato.

E a devoção a Virgem Maria é um ardor em servi-la para melhor servir a Deus!

Maria, a mulher, a virgem, a mãe cumulada de dons por Deus e que se associa plenamente à obra do Filho de maneira particular, até ser chamada a partilhar sua glória. Maria é para nós um sinal. Situar-se em relação a Maria é dizer algo de Deus e algo de nós! Os nossos contemporâneos são sensíveis a isto. No entanto, foi desde cedo que a Igreja fez memória de Maria, e para dizer alguma coisa de Cristo, a Igreja se faz necessária dizer alguma coisa de Maria, como aconteceu em Éfeso. Os padres conciliares colocaram aquela assembléia sobre a proteção de Maria, “Sub tuum praesidium...” no final do sec. IV.

E assim, ao longo da história Maria tem sido para a Igreja Aquela que convida ao louvor (Lc 1,46-55) e à devoção. Como em Jo 2,5 é também Aquela que mostra, junto da Cruz, até onde deve ir a fidelidade, e, no Cenáculo, que a oração tende primeiramente a pedir o Espírito Santo sobre a Igreja, na comunidade dos discípulos.

Foi sobre tudo a partir do concilio de Éfeso que o culto do povo de Deus a Maria cresceu admiravelmente na veneração e no amor na invocação e na imitação (Lumen Gentium, 66).

Esta veneração e amor nos orientam para Deus, a invocação de Maria situa no interior da comunhão dos santos. Aquela que é a mais próxima de Deus e de nós, como já nos dizia o Papa Paulo VI. A imitação de Maria conduz não a um serviço normal, mas nos leva a um louvor e ao serviço a Deus e aos irmãos.

A verdadeira devoção não consiste numa emoção estéril e passageira, mas deve nascer e ser conservada pela fé, que nos faz reconhecer a grandeza da Mãe de Deus e nos indica a amar filialmente a nossa mãe e a imitar as Suas virtudes (Lumen Gentium, 67).
E assim poderíamos terminar dizendo com as palavras do Concílio: “na sua vida, deu a Virgem Maria exemplo daquele afeto maternal de que devem estar animados todos quantos cooperam na missão apostólica que a Igreja tem de regenerar aos homens” (Lumen Gentium, 65).

Fonte: www.santuarionacional.com